sábado, 22 de junho de 2013
segunda-feira, 3 de junho de 2013
Os benefícios da atividade física na gestação
A gravidez não é motivo para a suspensão de atividades
físicas, salvo em situações especiais. Manter-se em bem condicionada
fisicamente pode parecer uma preocupação “fútil” para algumas mulheres
grávidas, mas manter-se ativa neste período está longe de ser uma opção, ao
contrário disto, o exercício físico deve fazer parte da vida da gestante.
Em 1985, o American College of Obstetricians and Gynecologists (ACOG) publicou suas primeiras diretrizes sobre a prática de atividades físicas durante a gravidez e o período pós-parto. Dada a escassez de estudos na época, essas orientações foram por demais conservadoras (ACOG, 1985), inclusive mais cautelosas que as recomendações do American College of Sport and Medicine (ACSM) de 1978, dentre as quais orientava que a intensidade do exercício para a gestante deveria ser baseada na frequência cardíaca máxima de 140 bpm.
Em 2005, o ACSM realizou uma mesa redonda para avaliar a literatura disponível até aquele momento, e concluiu que a atividade física não traz prejuízo à gestante. Na realidade, traz inúmeros benefícios tanto para mãe quanto para o feto (Pirvanik et al, 2006). Então, iremos passar informações a respeito dos benefícios adquiridos por gestantes que se exercitaram antes, durante e após a gravidez.
Benefícios para o feto antes e após o parto
Os principais benefícios da prática de exercícios para o feto, durante a gestação, são ocasionados pelos efeitos na redução intermitente do fluxo sanguíneo uterino, pelo crescimento da placenta e pela menor disponibilidade de nutrientes devido às alterações na função placentária. As conseqüências disso são bebês mais magros ao nascer (Bell et al., 1995; Clapp et al., 1996; 2000), com maior tolerância às tensões fisiológicas na gravidez tardia e no trabalho de parto (Clapp et al., 1996, 2000). É importante destacar que, apesar do baixo peso ao nascer, não há aumento no risco de prematuridade comparado aos recém-nascidos de mulheres sedentárias (Misra et al.1998; Hatch et al., 1998; Mudd et al., 2013).
Em outro estudo, observou-se que, logo após o parto, os recém-nascidos das “mães atletas” estão mais alertas e menos irritados. Tudo indica que esses comportamentos são devido ao resultado da estimulação fetal que ocorreu durante os exercícios. Essas influências durante a gravidez podem repercutir no pós-parto, ao longo da infância e muitas vezes por toda a vida (Nathanielsz, 1999; Clapp et al., 1999; 2000). Para comprovar essa hipótese, Clapp et al. (1996, 1999) examinaram crianças com idade entre um e cinco anos, e verificaram que os filhos das mulheres que se exercitaram durante a gravidez apresentaram melhores habilidades mentais e motoras, eram mais magras e apresentaram melhor desempenho em testes de inteligência.
O que o futuro reserva para essas crianças é incerto, mas prevê que se mantenham magras, inteligentes e com melhor função cardiovascular e metabólica, o que poderá contribuir para uma boa capacidade atlética quando jovens (Mudd et al., 2013; Clapp et al., 2000).
Benefícios maternos após o parto
Utilizando exames e questionários realizados ao longo do primeiro ano após o parto, Clapp et al. (2000) avaliaram a saúde mental, ganho de peso, melhora da região abdominal, lesão músculo esquelética e funcionamento da bexiga de 150 voluntárias. Os resultados seguem abaixo:
* As gestantes que se exercitaram durante e após o parto demonstraram uma condição psicológica melhor do que as sedentárias, o resultado final foi uma diminuição no estresse e nos sintomas da depressão (em até 60%), o que refletiu positivamente na relação materno-infantil.
* As estatísticas demonstraram que mais de 90% das mulheres que realizaram exercícios periodicamente durante a gravidez continuaram sua rotina após o parto, e 70% conseguiram atingir sua forma física pré-gestacional. O tempo médio para voltarem a se exercitar foi de duas semanas , variando entre três dias e oito semanas. A maioria conseguiu atingir a intensidade pré-gravidez em seis meses e, o mais curioso, com capacidade aeróbia muitas vezes maior (6%-15%) que o nível pré-gestacional.
* Um ano após o parto, as mulheres que se exercitavam tiveram 30% mais chances de voltarem ao peso e percentual de gordura pré-gravidez.
* Com relação à aparência da região abdominal, os autores aplicaram um questionário no qual as voluntárias davam uma nota de 0 a 10 para suas barrigas. Para aquelas que faziam exercícios regulares, a média das notas foi igual a 8. Já as que não praticavam nenhum tipo de atividade física a nota máxima foi 4.
* Nove a cada 10 mulheres não relataram dores, sangramentos intensos, lesões músculo-esqueléticas, problemas reprodutivos ou de amamentação associados ao retorno à prática de atividades físicas.
* Durante a gravidez, muitas mulheres desenvolvem uma perda no controle da bexiga. Para algumas, isso se torna um problema crônico após o parto. Inclusive, uma das preocupações dos médicos é que isso possa ser agravado com a prática de exercícios. No entanto, foi verificado que, no período imediato após o parto, a incidência desse tipo de problema foi maior no grupo controle (60%) que no grupo das mulheres que realizaram exercícios (40%). Esses valores normalmente caem progressivamente em ambos os grupos ao longo do tempo. Mas, um ano depois, a incidência no grupo do exercício foi 20% menor.
Parto normal x cesariana
Acreditava-se que a prática de atividade física durante a gestação pudesse estimular indiscriminadamente as contrações uterinas provocando a antecipação do trabalho de parto. Contudo, outros fatores, como a idade (menos de 20 e mais de 40 anos), tabagismo, gestação múltipla, diabetes e pré-eclampsia, são mais preocupantes (Bishop et al., 1992; Lawn et al., 2010).
Bungum et al. (2000) e Dumith et al. (2012) verificaram um menor risco de parto cesariano em mulheres que realizavam exercícios físicos, especialmente nos dois primeiros trimestres de gravidez.
Adaptado por Eduardo R. Alvarenga
www.gease.pro.br
Elke Oliveira
Em 1985, o American College of Obstetricians and Gynecologists (ACOG) publicou suas primeiras diretrizes sobre a prática de atividades físicas durante a gravidez e o período pós-parto. Dada a escassez de estudos na época, essas orientações foram por demais conservadoras (ACOG, 1985), inclusive mais cautelosas que as recomendações do American College of Sport and Medicine (ACSM) de 1978, dentre as quais orientava que a intensidade do exercício para a gestante deveria ser baseada na frequência cardíaca máxima de 140 bpm.
Em 2005, o ACSM realizou uma mesa redonda para avaliar a literatura disponível até aquele momento, e concluiu que a atividade física não traz prejuízo à gestante. Na realidade, traz inúmeros benefícios tanto para mãe quanto para o feto (Pirvanik et al, 2006). Então, iremos passar informações a respeito dos benefícios adquiridos por gestantes que se exercitaram antes, durante e após a gravidez.
Benefícios para o feto antes e após o parto
Os principais benefícios da prática de exercícios para o feto, durante a gestação, são ocasionados pelos efeitos na redução intermitente do fluxo sanguíneo uterino, pelo crescimento da placenta e pela menor disponibilidade de nutrientes devido às alterações na função placentária. As conseqüências disso são bebês mais magros ao nascer (Bell et al., 1995; Clapp et al., 1996; 2000), com maior tolerância às tensões fisiológicas na gravidez tardia e no trabalho de parto (Clapp et al., 1996, 2000). É importante destacar que, apesar do baixo peso ao nascer, não há aumento no risco de prematuridade comparado aos recém-nascidos de mulheres sedentárias (Misra et al.1998; Hatch et al., 1998; Mudd et al., 2013).
Em outro estudo, observou-se que, logo após o parto, os recém-nascidos das “mães atletas” estão mais alertas e menos irritados. Tudo indica que esses comportamentos são devido ao resultado da estimulação fetal que ocorreu durante os exercícios. Essas influências durante a gravidez podem repercutir no pós-parto, ao longo da infância e muitas vezes por toda a vida (Nathanielsz, 1999; Clapp et al., 1999; 2000). Para comprovar essa hipótese, Clapp et al. (1996, 1999) examinaram crianças com idade entre um e cinco anos, e verificaram que os filhos das mulheres que se exercitaram durante a gravidez apresentaram melhores habilidades mentais e motoras, eram mais magras e apresentaram melhor desempenho em testes de inteligência.
O que o futuro reserva para essas crianças é incerto, mas prevê que se mantenham magras, inteligentes e com melhor função cardiovascular e metabólica, o que poderá contribuir para uma boa capacidade atlética quando jovens (Mudd et al., 2013; Clapp et al., 2000).
Benefícios maternos após o parto
Utilizando exames e questionários realizados ao longo do primeiro ano após o parto, Clapp et al. (2000) avaliaram a saúde mental, ganho de peso, melhora da região abdominal, lesão músculo esquelética e funcionamento da bexiga de 150 voluntárias. Os resultados seguem abaixo:
* As gestantes que se exercitaram durante e após o parto demonstraram uma condição psicológica melhor do que as sedentárias, o resultado final foi uma diminuição no estresse e nos sintomas da depressão (em até 60%), o que refletiu positivamente na relação materno-infantil.
* As estatísticas demonstraram que mais de 90% das mulheres que realizaram exercícios periodicamente durante a gravidez continuaram sua rotina após o parto, e 70% conseguiram atingir sua forma física pré-gestacional. O tempo médio para voltarem a se exercitar foi de duas semanas , variando entre três dias e oito semanas. A maioria conseguiu atingir a intensidade pré-gravidez em seis meses e, o mais curioso, com capacidade aeróbia muitas vezes maior (6%-15%) que o nível pré-gestacional.
* Um ano após o parto, as mulheres que se exercitavam tiveram 30% mais chances de voltarem ao peso e percentual de gordura pré-gravidez.
* Com relação à aparência da região abdominal, os autores aplicaram um questionário no qual as voluntárias davam uma nota de 0 a 10 para suas barrigas. Para aquelas que faziam exercícios regulares, a média das notas foi igual a 8. Já as que não praticavam nenhum tipo de atividade física a nota máxima foi 4.
* Nove a cada 10 mulheres não relataram dores, sangramentos intensos, lesões músculo-esqueléticas, problemas reprodutivos ou de amamentação associados ao retorno à prática de atividades físicas.
* Durante a gravidez, muitas mulheres desenvolvem uma perda no controle da bexiga. Para algumas, isso se torna um problema crônico após o parto. Inclusive, uma das preocupações dos médicos é que isso possa ser agravado com a prática de exercícios. No entanto, foi verificado que, no período imediato após o parto, a incidência desse tipo de problema foi maior no grupo controle (60%) que no grupo das mulheres que realizaram exercícios (40%). Esses valores normalmente caem progressivamente em ambos os grupos ao longo do tempo. Mas, um ano depois, a incidência no grupo do exercício foi 20% menor.
Parto normal x cesariana
Acreditava-se que a prática de atividade física durante a gestação pudesse estimular indiscriminadamente as contrações uterinas provocando a antecipação do trabalho de parto. Contudo, outros fatores, como a idade (menos de 20 e mais de 40 anos), tabagismo, gestação múltipla, diabetes e pré-eclampsia, são mais preocupantes (Bishop et al., 1992; Lawn et al., 2010).
Bungum et al. (2000) e Dumith et al. (2012) verificaram um menor risco de parto cesariano em mulheres que realizavam exercícios físicos, especialmente nos dois primeiros trimestres de gravidez.
Já em gestantes sedentárias, esse risco
chegava a ser 4,5 vezes maior (Bungum et al., 2000).
Ganho de peso gestacional
Mulheres que ganham muito peso durante a gestação têm maiores riscos de
diabetes, de hipertensão gestacional e de gerarem bebê macrossômico (peso
superior a 4kg). Neste sentido, o controle de peso antes, durante a após a
gestação é fator primordial para a saúde tanto da gestante quanto do feto (Mudd
et al., 2013).
Vários estudos verificaram que a atividade física bem orientada é capaz de
ajudar na prevenção do excesso de peso durante a gestação (Clapp et al., 1995;
Mudd et al., 2013). Um exemplo disso foi a pesquisa de Clapp et al. (1995) na
qual as gestantes que praticavam exercícios eram em média 4kg mais magras que
as sedentárias.
Vale a pena destacar a importância da dieta no controle do peso, pois mulheres
que se exercitam e se alimentam de forma saudável, ao final da gestação, podem
pesar até 7kg a menos do que aquelas que fazem somente exercícios (Clapp et
al.1995).
Conclusão:
Podemos concluir que a atividade física durante a gestação pode trazer diversos
benefícios para o feto como:
- Maior tolerância para as tensões fisiológicas na gravidez tardia;
- Maior tolerância ao trabalho de parto;
- Melhor tolerância ao estresse;
- Melhor desenvolvimento neurológico;
- Menor peso ao nascer (saudável);
- Menor risco de prematuridade;
- Recém-nascidos mais alertas e menos irritados;
- Maiores chances de serem magros, mais inteligentes e com melhor função cardiovascular, motora e metabólica quando crianças.
Os benefícios maternos incluem:
- Melhora da função cardiovascular;
- Melhora do estado psicológico;
- Ajuda no controle do peso corporal;
- Contribui para uma recuperação pós-parto mais rápida;
- 30% mais chances de voltarem ao peso pré-gravidez;
- Diminui os riscos de parto prematuro e cesariano;
- Diminui as dores e os sangramentos intensos;
- Previne lesões músculo-esqueléticas;
- Ajuda no controle da bexiga.
Referencias Bibliográficas
American College of Obstetricians and Gynecologogists. Technical Bulletin:
Exercise during Pregnancy and the Postnatal Period. Washington (DC): ACOG.
1985.
Bell RJ, Palma SM, Lumley JM. The effect of vigorous exercise during pregnancy
on birth weight. Aust N Z J Obstet Gynaecol. 35 (1): 46-51. 1995.
Bishop KR, Dougherty M, Mooney R, Gimotty P, Williams B. Effects of age,
parity, and adherence on pelvic muscle response to exercise. Am J obstetricians
gynecologists Neonatal Nurse. (21): 401-6.1992.
Bungum TJ, Peas Lee DL, Jackson AW, Perez MA. Exercise during pregnancy and
type of delivery in nulliparae. J obstetricians gynecologists Neonatal Nurse.
29:258-64. 2000.
Clapp JF 3rd, Little KD. Effect of recreational exercise on pregnancy weight
gain and subcutaneous fat deposition. Med Sci Sports Exerc 27:170-7.1995.
Clapp JF, Lopez B, Harcar-Sevcik R. The neonatal behavioral profile of the
offspring of women who continued to exercise regularly throughout pregnancy. Am
J Obstet Gynecol. (180):91. 1999.
Clapp JF. Exercise during pregnancy. A clinical update. Clinics in Sports
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Clapp JF: Exercise during pregnancy. In Bar-Or 0, Lamb D, Clarkson P.
Perspectives in Exercise Science and Sports Medicine: Exercise and the Female:
A Life Span Approach. Carmel, IN, Cooper Publishing Group. p 413. 1996.
Dumith, Samuel C, Domingues, Marlos R, Mendoza-Sassi, Raul A, Cesar, Juraci A.
Atividade física durante a gestação e associação com indicadores de saúde
materno-infantil. Rev. Saúde Pública. 46(2): 327-333. 2012.
Hatch M, Levin B, Shu XO, Susser M. Maternal leisure-time exercise and timely
delivery. Am J Public Health. 88 (15): 28-33. 1998.
Kardel KR, Kase T. Training in pregnant women. Effects on fetal development and
birth. Am J Obstet Gynecol. 178 (2): 280-6. 1998.
Lawn JE, Gravett MG, Nunes TM, Rubens CE, Stanton C. Global report on preterm
birth and stillbirth (1 of 7): definitions, description of the burden and
opportunities to improve data. BMC Pregnancy Childbirth. 10 (Suppl 1):1. 2010.
Lokey EA, Tran ZV, Wells CV, et al. Effect of physical exercise on pregnancy
outcomes: A meta-analytic review. Med Sci Sports Exerc. 23:1234. 1991.
Misra DP, Strobino DM, Stashinko EE, Nagey DA, et al. Effects of physical
activity on preterm birth. Am J Epidemiol. 147:628-35. 1998.
Nathanielsz PW. Life in the womb-the origin of health and disease. Ithica, NY,
Promethean Press. 363. 1999.
Webb KA, Wolfe LA, McGrath MJ. Effects of acute and chronic maternal exercise
on fetal heart rate. J Appl Physiol. 77(5):2207-13. 1994.
Adaptado por Eduardo R. Alvarenga
www.gease.pro.br
Elke Oliveira
sexta-feira, 24 de maio de 2013
Redução de peso antes das competições de luta
Introdução
Conclusões
Referências bibliográficas
As competições nas modalidades
desportivas de lutas são divididas em categorias de acordo com o sexo, idade,
massa corporal e graduação.
Geralmente, atletas adultos optam
pela mudança de categoria quando se encontram basicamente em duas situações: a)
atletas com massa corporal quase no limite inferior da categoria; b) Atletas
com massa corporal quase no limite superior da categoria.
Diante dessas situações, os atletas
possuem as seguintes opções para efetuarem a mudança de categoria, de maneira: incremento da força
relativa e absoluta através do aumento da massa muscular, associada com a
diminuição ou manutenção do percentual de gordura e ou redução da massa corporal (perda de peso).
Considerações sobre a
prática de redução da massa corporal antes das competições
A prática de
redução da massa corporal é uma estratégia competitiva um tanto comum entre os
atletas das modalidades desportivas de luta. Muitas vezes ela é adotada por
atletas que já se encontram com um ótimo percentual de gordura para a
modalidade, mas que mesmo assim insistem em baixar de categoria.
Tal prática é adotada na ilusão de
que estando na categoria inferior, possam enfrentar adversários com menos massa
corporal, e relativamente com uma força absoluta inferior quando comparados aos
da categoria superior. Dessa forma, os lutadores esperam compensar uma possível
inferioridade e/ou igualdade técnico-tática diante de seus adversários, pela
imposição de um superior nível das capacidades motoras de força e de massa
corporal.
Entretanto, os atletas parecem apenas
avaliar e pensar somente nos aspectos positivos que essa estratégia possa
trazer, sendo que na realidade podemos constatar muito mais desvantagens e
contra indicações, do que vantagens associadas a essa estratégia competitiva.
As lutas desportivas são modalidades
extremamente complexas. A performance geral envolve capacidades e habilidades
físicas como a velocidade, força explosiva, resistência de força, reatividade
neuro-muscular, coordenações grossa e fina, força máxima e equilíbrio.
Os componentes técnico e tático
representam os principais fatores determinantes da performance, e assim sendo,
podemos concluir que o resultado final competitivo nunca pode ser atribuído a
uma variável apenas, mas sim ao conjunto de todas agindo em harmonia.
ZATSIORSKY (1999), afirma que a
redução de massa pode ser uma estratégia aceitável quando empregada de forma
adequada (a perda não deve ser maior do que 1Kg por semana em atletas
"médios" e de 2,5Kg por semana em atletas de elite). No entanto, os
relatos e experiências no trazem casos onde na maioria das vezes, a estratégia
é aplicada praticamente às vésperas da competição (uma ou duas semanas antes da
competição, até a véspera da mesma), podendo ser extremamente prejudicial tanto
para a performance como que para a saúde do atleta também.
FRANCHINI (2001), afirma que o
grande problema é que a redução da massa corporal é feita pela combinação de
restrição alimentar e perda de líquidos corporais por meio da realização de
exercícios em um ambiente quente ou vestindo roupas de borracha / plástico.
Outros dois recursos também muito utilizados são os diuréticos e os laxantes,
que podem ocasionar problemas renais e irritação da mucosa intestinal,
respectivamente (NEVES, 1996 APUD FRANCHINI, 2001).
A redução rápida de peso em menos de
uma semana é a mais prejudicial ao organismo, pois ocorre principalmente pela
desidratação, enquanto dietas mais prolongadas obtêm o resultado por meio de
diminuição da ingestão calórica, fazendo que o atleta consuma menos energia do
que gasta, mas mantenha-se hidratado (FOGELHOLM ET AL., 1993; FOGELHOLM, 1994
APUD FRANCHINI, 2001).
Quando a redução é realizada de
forma brusca, geralmente ocorre:
a) Redução de força muscular.
b) Declínio no
tempo de desempenho.
c) Menor volume plasmático e sanguíneo.
d) Redução na
eficiência do miocárdio.
e) Diminuição do consumo máximo de oxigênio
(especialmente com restrição calórica).
f) Enfraquecimento do processo
termorregulador.
g) Diminuição do fluido de sangue renal e no volume de
líquidos sendo filtrados pelo rim.
h) Depleção dos estoques de glicogênio no
fígado.
i) Aumento no total de eletrólitos sendo perdidos pelo corpo.
Conclusões
A redução de massa corporal deve ser
utilizada apenas em casos onde são encontrados altos índices de gordura
corporal
Mesmo assim ela deve ser estudada e
planejada cuidadosamente pelos técnicos e preparadores físicos, de maneira a
preservar a integridade física do atleta, garantindo sua saúde e melhora da
performance competitiva.
A redução extrema da massa corporal
em períodos curtos de tempo é insegura e pode ser muito prejudicial à
performance dos lutadores na competição.
O ideal seria que os atletas
competissem na categoria em que se encontram, preocupando-se mais em elevar
seus níveis técnico-táticos, ao invés de somente se preocuparem com as
capacidades físicas.
A melhor alternativa para a perda de
massa corporal seria o incremento da força relativa através do ganho de massa
muscular.
Métodos como o uso de vestimentas de
borracha e/ou plástico, uso de diuréticos e restrição de líquidos devem ser
extremamente desencorajados pelos técnicos e preparadores responsáveis.
Referências bibliográficas
FRANCHINI, E. Judô: Desempenho competitivo. São Paulo:
Barueri, Manole, 2001.
KININGHAM R. B.;GORENFLOD.W. Weight loss methods of high
school wrestlers. Med. Sci. Sports Exerc., Vol 33, Nº 5, 2001 pp810-813.
McARDLE, W; KATCH. F; KATCH, V.: Fisiologia do Exercício:
Energia, Nutrição e Desempenho Humano, 5º ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan
S.ª, 2003.
TAKASHI U; SHIGEYUKI N; TADASHI S; YOSKE Y; MANABU T; KAZUO
S. Adverse effects of energy restriction on myogenic enzymes in judoists. Journal
of Sports Sciences, 2004, 22, 329-338.
VERKHOSHANSKI, Y.V. Treinamento desportivo - Teoria e
metodologia. Adaptado por Antonio Carlos Gomes, e Paulo Roberto de Oliveira.
Porto Alegre ARTMED, 2000.
ZATSIORSKY, V. M. Ciência e prática do treinamento de força.
São Paulo, SP: Phorte Editora, 1999. 315p.
Adaptado por UP! Personal Trainer
Fonte orignal: http://www.efdeportes.com/efd75/luta.htm
domingo, 12 de maio de 2013
Consumo de carboidrato à noite pode ajudar na dieta
Comer carboidrato à noite sempre foi apontado como um hábito a ser mudado na hora de emagrecer.
Os pães e massas foram visto como vilões por tanto tempo que a proibição do consumo desse tipo de alimento após as 18h se tornou base de algumas dietas famosas. Isso porque durante o sono nosso metabolismo desacelera, exigindo menos energia. No entanto, uma pesquisa realizada na Universidade Hebraica de Jerusalém, em Israel, decidiu investigar essa máxima da dieta. A conclusão é que isso é um mito e que o consumo desse nutriente à noite pode até diminuir a fome durante o dia, ajudando na perda de peso.
Segundo Tereza Cibella, nutricionista da Equilibrium e consultora de nutrição da Adria, acreditava-se que as calorias dos carboidratos não seriam consumidas pelo corpo durante a noite, sendo acumuladas na forma de gordura, porém, essa energia é usada para o funcionamento cerebral e dos órgãos. “O que o estudo aponta é que o ganho de peso não está relacionado ao carboidrato consumido à noite e sim à qualidade da alimentação no restante do dia, ao sedentarismo e ao exagero na quantidade de alimentos consumidos”, defendeu.
Para o estudo os pesquisadores acompanharam 78 voluntários, que seguiram uma dieta de 1.500 calorias diárias. A dieta era composta de 20% de proteína, 30% a 35% de gorduras e de 45% a 50% de carboidratos. Os participantes foram divididos em dois grupos, o primeiro deveria consumir a cota de carboidrato apenas durante o dia, enquanto o segundo comia esse tipo de alimento no período da noite. Após seis meses, todos os participantes perderam 10 kg.
A principal diferença encontrada entre os dois grupos foi a taxa de leptina, hormônio que ajuda a controlar o apetite. Os participantes que consumiram carboidrato à noite apresentaram quantidades maiores dessa substância, sentindo menos fome durante o dia.
Além da leptina, houve alteração em outros dois hormônios: a grelina e a adipectina. “A primeira promove o apetite, sua concentração costuma ser alta durante o jejum ou períodos que antecedem as refeições, caindo logo após nos alimentarmos. Já a adipectina possui propriedades antiaterogênicas, que evita o depósito de gordura nas artérias, e anti-inflamatórias. Além disso, ela ajuda na ação da insulina, reduzindo o risco de diabetes”, explicou Tereza.
A ideia principal do consumo de carboidrato à noite como caminho para o emagrecimento é que se a pessoa perder peso sem grandes proibições e sentindo menos vontade de comer irá ter mais chances de seguir na dieta. Porém, para manter-se saudável e de bem com a balança a nutricionista recomenda distribuir o carboidrato entre todas as refeições. “A ingestão de carboidrato deve ser de 50% a 60% do valor calórico total diário de uma alimentação não restritiva”, afirma. A especialista afirma ainda que, neste caso, não haveria diferença no resultado caso o consumo fosse de produtos integrais.
Apesar da “liberação” do carboidrato, é importante lembrar que o equilíbrio alimentar é o caminho para a perda de peso. E nada de alimentos pesados à noite para não prejudicar o sono. “O ideal é combinar a massa com legumes e verduras, carnes magras e fibras, como aveia linhaça e sementes. Lembrando também que a quantidade a ser consumida deve ser um prato raso ou até dois pegadores de massa”, explica Tereza. A prática de atividades físicas também ajuda a manter a forma e estimulam a liberação de hormônios que oferecem a sensação de bem estar e prazer.
terça-feira, 30 de abril de 2013
Cerca de 6% das crianças brasileiras sofrem de hipertensão arterial
Como não existe uma cultura de medir a pressão arterial na infância e na adolescência, a doença é subdiagnosticada nesses pacientes. O Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial, celebrado nesta sexta-feira (26), será dirigido, este ano, para o público jovem. A decisão, da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) é com o fato de que de 6 a 8% das crianças brasileiras já são hipertensas. E na maioria das vezes nem sabem que têm a doença, já que não existe uma cultura de medir a pressão arterial na infância e na adolescência.
A tendência é que o índice cresca por causa da obesidade. Segundo a SBC, crianças obesas têm oito vezes mais chances de desenvolver a hipertensão.
A campanha deste ano será realizada em todos os Estados e no Distrito Federal, com atividades nas capitais e em algumas cidades do interior. A coordenação da ação é da Diretoria de Promoção de Saúde Cardiovascular da SBC, que já disponibilizou o PDF da cartilha no portal da entidade.
"Com a cartilha eletrônica disponível, qualquer pessoa poderá imprimir e, um professor por exemplo, poderá utilizar como material didático em sala de aula", explica o diretor da SBC, Carlos Alberto Machado. Cem mil cartilhas serão impressas e distribuídas por um convênio da SBC e Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo.
A cartilha esclarece que a hipertensão não apresenta sintomas, na maioria das vezes, mas quem tem tonturas, falta de ar, palpitações, enjoos e náuseas, dor de cabeça frequente, cansaço inexplicável ou alterações na visão, deve procurar um atendimento especializado.
"O tratamento e acompanhamento da pressão alta são realizados por toda a vida. A mudança de hábitos alimentares, a prática regular de atividade física e a medicação, quando necessária, são importantes e devem ser contínuas não devendo ser abandonadas mesmo que os valores da pressão tenham sido normalizados, a não ser por orientação médica", orienta o diretor da SBC.
domingo, 14 de abril de 2013
Transpirar em excesso não significa emagrecimento
Muitas pessoas confundem o fato de transpirar enquanto praticam atividade física com a perda de peso na balança. Segundo o fisiologista Prof. Dr. Ricardo Zanuto, o número menor que aparece na balança após o treino é meramente ilusório. A água é um componente da massa magra, e logo, quanto mais água no corpo, maior o peso na balança. Muitos acreditam que por desidratarem o corpo, o peso na balança irá diminuir. Isso não ocorre! Ao se reidratar novamente, o peso de balança volta, afinal, a água não tem valor calórico.
Segundo o especialista, existe um grande mito de que correr de agasalho ajuda a perder peso, já que o atleta irá suar mais. Porém, além de não obter resultados concretos, o atleta irá sofrer desidratação e perda de massa corporal. O personal trainer, Felipe Belo, afirma que o número de pessoas com agasalhos nas academias vem caindo, sendo fundamental o incentivo ao uso de roupas leves nos treinos.
De acordo com ele, é necessário sempre orientar os alunos sobre a importância de ir com roupas adequadas e se hidratar antes e durante a atividade física. Com a desidratação extrema, o corpo pode entrar em hipertermia (aumento abrupto de temperatura corporal), e isso pode levar à rabdomiólise (perda de massa muscular esquelética) e limitar o exercício.
No caso de desidratação seguida de perda excessiva de sal (chamada hiponatremia), o indivíduo pode ficar com o sangue mais denso. Além disso, os especialistas afirmam que secar o suor enquanto se treina não é uma boa prática, pois o ato de transpirar regula a temperatura da pele e impede que o corpo superaqueça.
quarta-feira, 10 de abril de 2013
SLIDE BOARD - Mais uma novidade UP!
O
SLIDE BOARD é uma plataforma deslizante onde se realizam movimentos de
deslocamento com velocidade, atua na melhoria do condicionamento
cardiorrespiratório, na agilidade, na velocidade de reação, no fortalecimento
de membros superiores, inferiores, tronco. Quando realizado de forma contínua,
torna-se uma grande ferramenta no combate a obesidade pelo seu alto gasto
calórico.
Aplica-se
também o SLIDE BOARD na reabilitação, em treinamentos para esportes que requerem
o deslocamento do peso corporal como: tênis, vôlei, basquete, patinação, esqui,...
Mais
uma novidade da UP! Personal Trainer!
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